Corregedoria-Geral da Polícia Civil publica demissão da delegada Monah Zein no Diário Oficial de Minas Gerais
13/03/2026
(Foto: Reprodução) Demissão da delegada Monah Zein é publicada em Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (13).
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A demissão da delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Monah Zein, foi publicada, nesta sexta-feira (13), no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, pela Corregedoria-Geral da PCMG.
Segundo o texto da publicação, a delegada estava submetida a um processo administrativo onde foram constatadas transgressões disciplinares que justificam o corte do quadro de servidores.
Contra a delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Monah Zein recaía a suspeita de abandono de cargo. Segundo a Corregedoria, ela não retornava ao trabalho nem comparecia à perícia médica.
Após mensagens preocupantes em rede social, equipes da polícia e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foram ao apartamento dela e foram surpreendidas por tiros (relembre o caso mais abaixo).
Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que o recurso em segunda instância foi recebido nesta sexta-feira (13) e encaminhado à relatoria do desembargador Paulo Calmon Nogueira da Gama. Segundo o tribunal, o processo está concluso para análise do relator.
O g1 entrou em contato com a Corregedoria-Geral da PCMG e com a defesa da delegada e aguarda retorno.
Relembre o caso
Justiça de Minas aceita denúncia contra delegada Monah Zein
No dia 21 de novembro de 2023, Monah Zein, delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, deveria ter retornado ao trabalho, depois de ficar um tempo afastada por questões de saúde mental.
Após supostas mensagens consideradas "preocupantes" em um grupo de WhatsApp, equipes da PC e do Corpo de Bombeiros foram até o apartamento dela, na Região da Pampulha, para verificar seu estado emocional.
Conforme boletins de ocorrência, durante a abordagem, Monah Zein portava uma pistola e efetuou disparos contra quatro policiais. Ela fez uma live nas redes sociais enquanto os agentes estavam no prédio (veja vídeo acima).
A delegada se refugiou dentro de casa e foi presa em flagrante quase dois dias depois, mas recebeu o benefício de liberdade provisória. Em agosto de 2024, o Ministério Público denunciou a mulher por tentativa de homicídio e resistência.
Em julho de 2025, a Justiça de Minas Gerais decidiu que a delegada não deveria responder por tentativa de homicídio. Na decisão, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza afirmou que não havia provas suficientes de que ela teve intenção de matar os colegas, classificando os disparos como um “ato intimidatório” ou reflexo de um estado emocional alterado.
Com isso, a magistrada determinou que o caso fosse enviado para uma vara criminal comum, responsável por analisar a possível prática de outros crimes, e não para o Tribunal do Júri, que julga casos de homicídio doloso.
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